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Na véspera, moeda dos EUA fechou em alta de 1,43%, cotado a R$ 4,1623. No ano, valorização frente ao real é de 7,44%.
O dólar mantém a trajetória de alta nesta sexta-feira (20), sendo negociado no patamar de R$ 4,17, depois de na véspera sofrer a maior valorização em um mês na esteira de expectativas de mais cortes de juros pelo Banco Central.

Às 10h20, a moeda norte-americana subia 0,22%, a R$ 4,1721. Na máxima do dia até o momento chegou a R$ 3,1741. Veja cotação.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,43%, cotado a R$ 4,1623, acumulando avanço de 1,84% na parcial da semana. No acumulado no mês, a alta é de 0,50%. No ano, subiu 7,44% ante o real.


O que explica o avanço frente ao real
O avanço do dólar ocorreu após novos cortes nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, influenciado por uma perspectiva de queda ainda maior do diferencial de juros entre os países.

Na quarta, o Copom anunciou um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, que foi reduzida de 6% para 5,5% (menor patamar da história), e rebaixou ainda mais as projeções de inflação para este ano e o próximos, reforçando as apostas do mercado de mais cortes nos juros.

Como consequência, o diferencial de juros com os Estados Unidos deve recuar ainda mais. Isso porque, lá fora, o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) promoveu um corte de 0,25 pontos-base (p.p.), passando para a faixa de 1,75% a 2%, e sinalizou que pode moderar o ciclo de cortes.

Dessa forma, se a Selic encerrar o ano em 5%, projeção atual da Focus, o BC terá cortado 1,5 p.p., o dobro do que o Fed deve conceder até lá.

Para a equipe de análise da Correparti Corretora de Câmbio, a valorização do dólar na véspera também foi influenciada também pela fuga de capital estrangeiro, especialmente de fundos especulativos, em busca de melhor remuneração.

No acumulado de setembro até dia 13, o fluxo cambial financeiro estava negativo em 1,8 bilhão de dólares, segundo o BC.

Fonte: g1.globo.com | 20/09/2019